26 de março de 2018

Dois rios, unidos por belezas e ameaças

Diz Pessoa, na figura de Alberto Caeiro: "Ninguém nunca pensou no que há para além/Do rio da minha aldeia/O rio da minha aldeia não faz pensar em nada/Quem está ao pé dele está só ao pé dele". Para o poeta, o rio nunca é apenas um rio, é uma ponte pras coisas visíveis e pras coisas intangíveis também. E quem está ao pé do rio Preto, só está ao pé do rio Preto, talvez não imagine o quanto ele carrega de vida para além da maior cidade que atravessa.

Da mesma forma que talvez não paremos pra pensar o quanto o rio Preto está umbilicalmente ligado ao Turvo. Quando as águas de ambos se encontram, em Pontes Gestal, une-se a força de dois mananciais a cumprir o papel de gerar vida a cada curva e a cada cidade que banham, a despeito das seguidas agressões que sofrem ao longo de seus cursos.

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