24 de janeiro de 2020

Pesquisador do Ibilce ajuda em pesquisa contra o zika

O Laboratório de Química Verde e Medicinal do Ibilce, campus rio-pretense da Unesp, sintetizou um composto derivado do ácido antranílico que foi capaz de reduzir a multiplicação do zika vírus em 86%.
Os testes foram feitos com células cultivadas na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O ácido antranílico tem ação anti-inflamatória, analgésica e ajuda a regular a temperatura. Um de seus usos é para combater cólicas menstruais.

De acordo com Luis Octávio Regasini, coordenador do Laboratório de Química Verde e Medicinal, desde 2003 são desenvolvidos no Ibilce novos compostos e medicamentos contra doenças virais e bacterianas. "Começamos a trabalhar com o laboratório da UFU e sintetizamos um composto baseado em um medicamento utilizado para cólica menstrual. A gente começou a pensar na estrutura dele para ser usado para o zika vírus, já que o principal problema dele é durante a gravidez", conta o docente do curso de Ciências Biológicas.

A Secretaria de Saúde de Rio Preto confirmou que em 2016 duas crianças que nasceram com microcefalia tiveram a malformação possivelmente em decorrência da contaminação das mães com zika vírus. Pesquisa da Famerp que monitorou 54 mães que contraíram zika durante a gestação concluiu que 20 deles nasceram com malformações por conta do vírus: embora nessa amostragem não haja nenhum caso de microcefalia, as crianças nasceram com problemas como surdez em um dos ouvidos, danos na retina, pequenas lesões no cérebro ou nasceram com o zika.