25 de fevereiro de 2020

Moro pede 'cabeça no lugar' ante tensão

Após sobrevoar Fortaleza conflagrada por tropas amotinadas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, conclamou nesta segunda de carnaval, 24: "Temos que colocar a cabeça no lugar". Apenas entre quarta, 19, e domingo, 23, 147 homicídios foram registrados no Estado. Com mais de 70 mortes somadas, a sexta-feira e o sábado foram os dias mais violentos desde 2012, ano do último ato de PMs no Ceará.

"Pensar o que é necessário daqui em diante para solucionarmos essa crise específica, para os policiais poderem voltar a realizar o seu trabalho. Esse é o ponto", disse Moro, que chegou à capital cearense acompanhado do ministro Fernando Azevedo (Defesa) e do chefe da Advocacia-Geral da União, André Mendonça.
O motim teve início por falta de acordo dos PMs com o governo estadual quanto à reestruturação salarial. Com a crise de segurança pública instalada, Moro foi acompanhar a operação do Exército e da Força Nacional de Segurança para fazer cumprir a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Ceará, decretada pelo presidente Bolsonaro em vigor desde o dia 20. O ministro ainda participou de reunião com a presença do governador Camilo Santana.

Já durante entrevista coletiva na sede do Palácio da Abolição, sede do governo estadual, Moro afirmou: "O governo federal veio para permitir que o governo (estadual) possa resolver essa situação sem que nesse lapso temporal a população fique desprotegida."