Pesquisa com uvas em Jundiaí contribui para oferta de novas opções aos produtores


Parece um parreiral comum, mas não é. A cada três pés, é encontrada uma espécie diferente de uva. Este trabalho é feito no centro avançado de pesquisas de frutas do IAC, o instituto agronômico em Jundiaí (SP). A partir dele, são desenvolvidas novas variedades, que no futuro podem abastecer a mesa do brasileiro. Lá, os pés de uva são matéria de estudo desde 1900.
Mara Fernandes Moura é diretora do centro de pesquisas de frutas do IAC. Ela conta que já foram trazidas variedades da Europa, França, Alemanha, Itália, Portugal, América do Norte e dos Estados Unidos.

Uma dessas variedades, a espécie máximo, é usada para produzir vinho tinto.
Ela foi desenvolvida no centro a partir de um cruzamento da sirrah (europeia) com a seibel (francesa) e hoje é plantada em todo o circuito das frutas de São Paulo, pois se adaptou muito bem ao clima. Já a variedade madalena vem sendo muito cultivada na região de Jundiaí para produção de vinhos brancos.

O acervo vivo de parreiras de uva de Jundiaí é o maior do estado de São Paulo. São cerca de 420 variedades de uvas vindas de cidades brasileiras e também de fora do país. Todas elas são usadas como base para pesquisas de criação de novas espécies que podem interessar produtores rurais e também o consumidor.

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