17 de março de 2021

Lockdown em Rio Preto começa com confusão na Ceagesp.


Administração do entreposto barrou a entrada de permissionários, mas, depois, voltou atrás e decidiu liberar o acesso ao local.

O primeiro dia de lockdown começou com confusão no entreposto de Rio Preto da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Os permissionários que trabalham no local não foram autorizados a entrar para vender as mercadorias e pararam carros e caminhões na avenida João Batista Vetorasso. Diante da aglomeração que se formou, a administração da Ceagesp voltou atrás da decisão e decidiu liberar o acesso ao local.

Angelo dos Santos Cristiano saiu de Promissão, a aproximadamente 115 quilômetros de Rio Preto, e não conseguiu entrar no entreposto para vender os produtos. Ele parou o caminhão na avenida e comercializou as mercadorias ali mesmo. "Vendeu um pouco, mas ainda vai sobrar", afirmou. O permissionário João Yasuda protestou: "Está fechado e eles não avisaram que não poderia vender lá dentro". Mesma reclamação da permissionária Maria Aparecida Vieira, que trabalha há 35 anos no Ceagesp de Rio Preto. "Soltaram o decreto às 22h, para quem precisa dormir cedo para estar aqui meia noite para trabalhar", disse. "Aglomeração, perigo de machucar as pessoas", completou ao analisar a situação dos caminhões na avenida.

A situação foi mostrada ao vivo pelo Diário, que conseguiu falar com o gerente do entreposto de Rio Preto, Carmo Martim Macedo. Segundo ele, quando saiu o decreto municipal, o departamento jurídico do local orientou o fechamento, mas a administração voltou atrás diante da situação que se formou. "Saiu o decreto, foi analisado pelo nosso jurídico, era só delivery. Mas, agora, pela atual situação aqui em frente a Ceagesp, desde a madrugada, muitos permissionários com produto estocado para entregar, o presidente da Ceagesp (coronel Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo) entendeu e me autorizou a liberar o pessoal", afirmou.