18 de abril de 2021

Biológicos auxiliam no combate a pragas da cana.

Estudos são para broca-da-cana, cigarrinha, bicudo e broca gigante

O setor sucroenergético tem investido em soluções biológicas para o controle de pragas da cana-de-açúcar. Um dos incentivos na pesquisa é da BP Bunge Bioenergia, uma das maiores companhias do setor no país. Com o passar dos anos muitas pragas adquirem resistência aos químicos e os produtos de base natural têm funcionado, alguns deles com aplicação por drones.

Esse é o caso da vespa Cotesia Flavipes, utilizada nos canaviais para o controle biológico da broca-da-cana, espécie de larva de mariposa que provoca grandes perdas de produtividade na cultura da cana-de-açúcar. Inclusive, as larvas da cotesia, que combatem a praga se alimentando da broca-da-cana, são depositadas em recipientes e lançadas no canavial por drones, a partir de um planejamento georreferenciado para a melhor eficiência de localização, garantindo resultados adequados ao manejo biológico.

Já para o combate à cigarrinha, inseto que suga a seiva das raízes da cana, injetando uma toxina que reduz a produtividade da planta, a empresa utiliza o fungo Metarhizium Anisopliae.
Outro grande desafio é combater o Sphenophorus levis, ou bicudo da cana-de-açúcar. Para enfrentar esta praga, a empresa é pioneira no uso da tecnologia dos nematoides entomopatogênicos (Heterorhabditis bacteriophora), em seus canaviais, com resultados promissores.

"Sempre que possível, priorizamos as alternativas biológicas para combater as pragas que causam perdas às lavouras de cana-de-açúcar. A evolução das pesquisas tem ampliado o leque de alternativas aos tradicionais defensivos agrícolas, o que é bom para o setor e melhor para o meio ambiente", afirma Rogério Bremm, diretor Agrícola da BP Bunge Bioenergia.
O combate à broca gigante também vem sendo estudado com uso de nematóides entomopatogênicos, um tipo de verme do solo, no combate à broca gigante, já que se alimentam das larvas da broca, interrompendo seu ciclo de desenvolvimento. Ainda contra a mesma praga a empresa tem feito a utilização de variedades de cana-de-açúcar desenvolvidas pelo CTC - Centro de Tecnologia Canavieira, adotadas nessa fase de testes na Unidade Pedro Afonso (TO).

Outra alternativa para reduzir a ocorrência de pragas e doenças em seus canaviais, com menor uso de defensivos de base química, está no manejo do plantio, pelo uso de Mudas Pré-Brotadas (MPB) a partir de variedades desenvolvidas especificamente para cada uma das 11 unidades da companhia, de acordo com as características geográficas, geológicas e climáticas de cada região.

A empresa possui o Núcleo de Produção de MPB na unidade Moema, em Orindiúva (SP), que produz cerca de 3,4 milhões de mudas de cana-de-açúcar ao ano. Essa produção própria tem inúmeras vantagens para garantir: a sanidade da planta, que foi produzida em um ambiente controlado; a rastreabilidade e confiança da origem do material e da produção de qualidade a partir de testes feitos no viveiro; e a tendência de crescimento mais rápido, pois, caso a muda MPB seja plantada em um regime adequado de chuvas, a evolução chega a ser 20% maior em comparação a outros métodos de plantio.

Em terras próprias, a companhia também promove o manejo e a rotação com outras culturas vegetais, como crotalária, soja, amendoim etc., além de outras práticas mecânicas para eliminação das pragas de solo, o que contribui no combate a pragas e na renovação do solo para o replantio da cana-de-açúcar.

Fonte: Agro Link