Sustentabilidade corporativa de verdade


Quando se fala em sustentabilidade logo se imagina a preservação do meio ambiente, reciclagem de lixo e alimentação orgânica. Mas sustentabilidade vai muito além disso. Especialmente no mundo corporativo.
Uma empresa sustentável está atenta a fatores de ordem ambiental, mas também social e financeira. "Não adianta pensar só na parte ambiental se não for viável para a empresa. Por exemplo, se decidir instalar um sistema de energia solar muito caro e não conseguir pagar depois, e tiver problemas financeiros por conta dessa despesa, a empresa não está sendo sustentável", explicou Bruno Binhardi,
31 anos, consultor ambiental e diretor da Atalos Soluções Sustentáveis.

Na definição do SEBRAE, os negócios sustentáveis são um novo modelo empresarial, em que busca-se a integração de aspectos ambientais, sociais e econômicos, sempre elaborando estratégias para abranger todo o ciclo de vida do produto, desde sua matéria prima até o descarte.
Pensando em deixar mais sustentável o caminho dos seus produtos, duas grandes empresas brasileiras do segmento beleza e bem-estar decidiram adotar práticas inovadoras que impactam a vida
dos seus consumidores.

A Natura inaugurou recentemente em Benevides (PA), uma cidade de 50 mil habitantes há 35 km de Belém, o parque industrial Ver a Vida, onde vai concentrar toda a produção de sabonetes, essências e óleos da empresa.
Mas a Natura vai ocupar apenas 10% dos 172 hectares do complexo. É que o projeto segue o conceito de simbiose industrial, que conecta no mesmo espaço, empresas de segmentos diferentes com interesses
comuns, nesse caso a produção com olhos voltados à preservação ambiental. Uma empresa pode aproveitar os resíduos da outra, por exemplo, ou compartilhar tecnologia e equipamentos, entre outras ações que diminuem o impacto negativo na natureza.

O "ecoparque" tem vários aspectos sustentáveis, como estrutura para a reutilização de água da chuva, aproveitamento da ventilação e iluminação naturais, economizando assim com energia elétrica. Pretende-se também adotar no interior do complexo industrial os chamados transportes limpos, como bicicleta e carros elétricos.
Foram criados espaços de integração sociocultural, com restaurantes, creche, posto de saúde, banco, correio, academia e biblioteca. Os arquitetos mantiveram o ecossistema local priorizando a integração com a natureza. A água captada das chuvas pode ser vista passando entre os pilares das construções. A água é tratada em três lagos filtrantes, purificadas e disponibilizadas para uso nos prédios. A arborização também foi mantida, com muitas espécies nativas.

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