14 de junho de 2021

Luz de dispositivos móveis contribui para o envelhecimento da pele.


Você sabia que os raios do sol não são os únicos que causam danos cumulativos à pele? A chamada luz visível e a luz azul de dispositivos móveis é uma grande inimiga da pele. “A exposição diária e excessiva diante do computador, por exemplo, pode contribuir para o envelhecimento da pele, por causa da radiação emitida, além de favorecer o aparecimento de manchas. Isso significa que usar protetor solar é obrigatório todos os dias, em todas as épocas do ano e também em ambientes fechados, em casa e no trabalho, pois estamos cada vez mais expostos ao que vem sendo chamado de envelhecimento digital, ou ainda de envelhecimento 3C – cidades, computadores e comunicação sem fio”, explica Isabel Luiza Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia.

Segundo a dermatologista Claudia Marçal, a luz azul é proveniente dos smartphones, tablets e computadores, sendo considerada a porção mais energética da luz visível e está relacionada a diversas patologias como melasma, envelhecimento e câncer de pele. “Mesmo não sendo um conceito novo, é necessário pontuar que a luz visível continua sendo um perigo. Presente na nossa rotina diária, ela é capaz de promover a médio e longo prazos um quadro de eritema mesmo que subcutâneo, mas já suficiente para gerar a presença das 'sunburn cells' (ou células que sofreram alterações importantes pela radiação ultravioleta apresentando degeneração no seu DNA, promotoras mais tarde da possibilidade de cancerização). A luz visível atua no estímulo da melanogênese, resultando em manchas. As pessoas que têm tendência ao melasma não podem só pensar em ter um fotoprotetor com UVA e UVB. Elas precisam se proteger também desse tipo de radiação”, afirma a médica.