20 de outubro de 2021

Produção de energia solar na região de Rio Preto cresce 483% em 2 anos.


A capacidade de geração de energia elétrica a partir da luz do sol cresceu 483% últimos dois anos na região de Rio Preto, passando de 25.597,69 kilowatts (kW) para 149.380,47 kW. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), relativos a 117 municípios da região Noroeste Paulista. 

Essa potência instalada tem capacidade de gerar, aproximadamente, 22.025 Megawatts/hora (MWh) mês. “Essa quantidade é suficiente para abastecer 73,5 mil residências que possuem um consumo médio de 300kWh/mês”, afirma o engenheiro eletricista Michel Arcaro, da Lumensol Engenharia Elétrica.

No mesmo período, o número de unidades geradoras de energia elétrica por sistemas de energia solar cresceu mais de cinco vezes. A quantidade de casas, comércios, indústrias e propriedades rurais que usam a tecnologia passou de 3.335 em setembro de 2019 para 17.625 em setembro deste ano. O número representa um aumento de 428% no volume de sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede na região.

Com 2.972 unidades geradoras de energia fotovoltaica que possuem a capacidade de produzir até 21.134,81 (kW), Rio Preto é o município que mais produz energia solar para uso próprio na região. Há cinco anos, a cidade possuía apenas 50 unidades que usavam a radiação solar e que tinham capacidade de produzir até 113,89 (kW). Apenas em 2021, a Aneel registrou a instalação de 1.396 unidades geradoras de energia na cidade, número que já representa um aumento de 60% em relação ao número de equipamentos instalados no ano passado inteiro (870). Em setembro de 2019, eram 584 unidades geradoras de energia fotovoltaica.

A energia solar é uma energia limpa e renovável, que não agride o meio ambiente. Mas, apesar dos benefícios que proporciona para o planeta é o benefício no bolso é que tem atraído cada vez mais interessados, afirma Flávio Rodrigues, engenheiro eletricista da Lumensol. "O que mais motiva essa busca é a facilidade em gerar sua própria energia e a possibilidade de gerar economia de até 95% na conta de luz, com um sistema que se paga em até cinco anos”, diz.

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