Reservatório da Usina de Marimbondo registra o menor nível do país e afeta turismo em Icém/SP.


Mesmo com a chegada da temporada de chuvas, o reservatório da usina hidrelétrica de Marimbondo, localizado em Icém, enfrenta uma situação crítica em 2026. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível da represa atingiu a marca de 18,91%, o índice mais baixo registrado entre todos os reservatórios do Brasil atualmente. O cenário contrasta drasticamente com o mesmo período do ano passado, quando a usina operava com quase 80% de sua capacidade total.

A escassez de água transformou a paisagem da região, onde bancos de areia e vegetação rasteira surgiram em locais que antes eram cobertos pelo Rio Grande. Essa mudança impacta diretamente o setor de turismo e lazer, que é uma importante fonte de renda para o município. Pousadas e guias de pesca relatam que o fluxo de visitantes praticamente desapareceu, já que a baixa profundidade dificulta a navegação e a prática da pesca esportiva. Tradicionalmente, o mês de janeiro atrai turistas interessados em espécies como o tucunaré e a corvina, que podem ser pescadas legalmente mesmo durante o período de proteção aos peixes nativos.

Apesar do nível reduzido em Marimbondo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mantém a bandeira tarifária verde para este mês, o que indica que não há previsão de cobranças extras nas contas de luz para os consumidores brasileiros. O ONS ainda não detalhou se a situação específica deste reservatório representa riscos imediatos para a geração de energia elétrica no sistema nacional, mas o histórico dos últimos cinco anos mostra que a usina vive um período de oscilação severa, com volumes que variaram de 14% a quase 80% de ocupação.

Para os comerciantes locais, a esperança reside na continuidade das chuvas de verão para que o rio recupere sua força e o turismo volte a movimentar a economia da cidade. Enquanto o nível não sobe, os estabelecimentos que dependem do leito do rio enfrentam dificuldades para manter suas atividades. A situação segue sendo monitorada pelos órgãos ambientais e de energia para avaliar os impactos a longo prazo na bacia hidrográfica e no abastecimento regional.
Fonte: Região Noroeste.
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